Benito Di Paula, cantor, compositor e pianista, morreu neste domingo (18), aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo. O artista enfrentava um câncer de próstata havia aproximadamente um ano. A informação foi confirmada por sua assessoria.
Em comunicado, a família destacou que Benito construiu “uma trajetória marcante na música popular brasileira, conquistando gerações de admiradores com sua voz inconfundível, seu piano e um repertório que atravessou décadas”.
Nascido Uday Vellozo em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, Benito di Paula cresceu em contato com a música. Seu pai, José Vellozo, tocava piano, bandolim e violão, e foi determinante para sua iniciação musical. O nome artístico surgiu na adolescência, quando o incentivador Alfredo Motta o convidou para cantar no Hotel Avenida, em Nova Friburgo; os dois escolheram juntos “Benito di Paula”.
Foi nos anos 1970 que Benito alcançou o auge da popularidade. Canções como Retalhos de Cetim, Charlie Brown, Mulher Brasileira, Do Jeito Que a Vida Quer e Se Não For Amor se tornaram clássicos e consolidaram seu estilo, que aproximava o samba de elementos românticos, do bolero e do jazz.
Em 1975, comandou o programa Brasil Som 75 na TV Tupi. No ano seguinte, conquistou o Troféu Imprensa de melhor cantor de 1976, superando Roberto Carlos e Chico Buarque.
